ESPOSA ENCOMENDA A MORTE DO EX MARIDO E EMPREGADA VIRA COMPARSA - Boca de Zero Nove

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ESPOSA ENCOMENDA A MORTE DO EX MARIDO E EMPREGADA VIRA COMPARSA


Policiais da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia Civil (Coorpin), prenderam na manhã desta quinta-feira (14), Gláucia Mara Ottan Machado Ferraz, acusada de mandar matar o ex-marido Júlio Zararia Ferraz, 43 anos. Ele era advogado e assessor jurídico na Câmara Municipal de Feira, e foi encontrado morto com sinais de execução no distrito de Oliveira dos Campinhos, município de Santo Amaro.

A vítima estava desaparecida desde o dia 15 de janeiro e corpo foi encontrado um dia depois e encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica daquele município. Após o vereador Gilmar Amorim, para quem a vítima trabalhava, e um irmão prestarem queixa do desaparecimento, o DPT de Santo Amaro acionou a polícia em Feira e o corpo foi reconhecido. De acordo com a polícia, o advogado foi encontrado despido, com as mãos amarradas para trás e com tiros na cabeça.

A polícia informou que chegou até Gláucia Mara através de Maria Luiza Borges do Carmo, 27 anos, ex-empregada dela e que também foi presa. O delegado Deivid Lopes contou que a polícia recebeu uma denúncia anônima, apontando que a ex-empregada sabia das brigas do casal e da intenção da ex-patroa de cometer o crime.

“Diante dessa informação, fomos até a ex-empregada, senhora Maria Luiza, e a mesma em seu interrogatório confessou todo o crime, inclusive a intenção da senhora Gláucia e mandar matar o seu marido, o senhor Júlio. A gente ainda está levantando a identificação dos autores e assim que forem identificados e localizados, serão também apresentados e presos. Todos os elementos levantados até então na investigação, levam a essa conclusão, de que a Glaucia em função da questão patrimonial, das brigas que ela tinha constantemente com o Sr. Júlio, em função da discordância que eles tinham com relação ao divórcio, ela veio a praticar esse crime com auxílio de Maria Luiza e os outros dois indivíduos que também cometeram o crime”, informou o delegado Deivid Lopes.

Conduzida para a delegacia, Maria Luiza contou detalhes e de acordo com o delegado Deivid Lopes, a versão dela bateu com as investigações, pois só a polícia sabia de informações passadas por ela. Para a polícia, Maria Luiza contou que foi obrigada pela patroa a entrar em contato com dois traficantes para cometer o crime pela quantia de R$ 4 mil, que seria dividida pelos assassinos do advogado.

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